Comunidade

Comunidade Nossa Senhora de Lourdes Rua Juiz de Fora , 388 - Lourdes

O Começo – Tudo começou quando aqui ainda não era o Bairro de Lourdes: o lugar era conhecido como “Campo do Morro”. Havia muito poucas casas: a casa do Sr. Cláudio Tiago do Patrocínio, o barraco do Sr. Miguel, o barraco do Milton, um rancho de pau-a-pique do Sr. Abílio e o barraco de Dona Preta. Noeme morava na Fazendinha Velha que pertencera anteriormente ao Sr. Raimundo. Havia ainda o barraco construído por Nicácio, onde mora hoje o taxista Cesário. Nesta época, só existia a Rua Vitória, onde Dona Eunice ainda estava construindo, mas participava ativamente da comunidade. Nesta

época, houve curso para catequistas do qual José Raimundo Penaforte participou, possibilitando-lhe ser catequista do bairro por vários anos. Assim, pode-se dizer que desde o começo já havia um embrião de comunidade que se foi desenvolvendo.


Nasce a Comunidade – A comunidade foi fundada em maio de 1967, com missa celebrada pelo Padre João Batista Gomes Neto na garagem da residência do Sr. Cláudio Tiago do Patrocínio, à Rua Vitória, Nº 117, e constituição de uma primeira diretoria. Participaram de sua fundação: José Raimundo Penaforte, Sr. Cláudio, Milton Henrique, José Lopes, Sebastião de Paula, José Moreira, Maria Eugênia (Dona Preta), Conceição de Souza (Dona Neném), Noeme Vasconcelos e Dona Eunice Vilela. Inicialmente a padroeira era Nª Srª da Penha. Hoje é a Conferência SSVP que a tem como padroeira. A primeira diretoria foi assim constituída: Sebastião de Paula Oliveira (Presidente), José Raimundo Penaforte (Vice), Eunice Vilela e Noeme Vasconcelos (Secretárias), José Lopes e José Moreira Fernandes (Tesoureiros) A reunião oficial era mensal, mas, uma vez por semana, em residências previamente escaladas, fazia-se a leitura do evangelho com reflexão do texto. O assistente espiritual era o Padre João, que dava grande apoio e celebrava a santa  missa. As celebrações eram na rua, pois a garagem não comportava o povo. Vinha gente dos arredores: Viva Povo, Alvorada, Lucília e do Acampamento das Viúvas. Fazia-se também a Coroação de Nossa Senhora, durante o mês de maio, nas casas ou nos lotes vagos, cedidos pelos donos.


A Comunidade realiza – Em 1968, houve a primeira turma da Primeira Eucaristia, oficiada pelo Padre João. Entre os neo-comungantes, o Luiz Cláudio do Patrocínio, que seria, no futuro, Presidente do Sindicato e Vereador. Naquela época,um coralzinho infantil criado por  José Maria abrilhantava as festas. Mais tarde, foi criado o coral de adultos, integrado por Dona Preta, Dona Neném, Benedita, Dona Paulina, Noeme, José Maria e Sr. Vicente. Com um aparelho de som, adquirido pela comunidade, instalado em cima da garagem, fazia-se a Oração do Ângelus e anúncio de falecimentos. A Irmã Cristina e a Irmã Conceição da CICM, hospedadas por um tempo no bairro, deram muita força à comunidade: ensinaram a usar a bíblia e refletir sobre seus textos e a viver comunitariamente. Nesta época, por ter mais experiência e organização, a comunidade de Lourdes era convidada para missão de evangelização em outros bairros: Jacuí, Santa Cruz, Cidade Alta, Pedreira, Baú, Cruzeiro Celeste, Loanda, Santa Bárbara, Nova Cachoeirinha e Acampamento dos Anjos foram  algumas das comunidades que receberam esse trabalho. Houve também um intercâmbio com Bela Vista de Minas, Major Ezequiel e Acesita.


Novos Tempos – Em 1971, houve uma participação muito grande na Primeira Eucaristia, celebrada pelo Padre José Miranda. Em 1977, foi fundada a Conferência Nossa Senhora da Penha, com orientação do Presidente do Conselho Central, Sr. Pedro Vítor Luzia. Foi criado também o Grupo de Jovens FUP-Força União e Paz, um grupo que procurava sempre discutir os problemas do dia-a-dia e que, todos os anos, no Carnaval, realizava acampamento espiritual, para fugir do barulho. Estes acampamentos, preparados por Dulce, Dona Neném, Dona Eunice, Dona Preta, Noca e Fátima, eram muito bons. Fundou-se também um time de futebol, o Guarani.


Depois de vários anos, decidiu-se que era hora de desocupar a garagem e partir para uma sede. Feito o pedido à Prefeitura, que não atendeu a comunidade, decidiu-se ocupar o lote vago que estava reservado para subir à rua Caxambu. Da noite para o dia, reunidos os vicentinos e alguns membros da comunidade, levantou-se um barraco de tábua de 10 m², iluminado com luz de lampião, para sede provisória. Como ninguém reclamou a apropriação indébita, formou-se uma Comissão – integrada por Máximo da Silva, José Raimundo Penaforte, Dona Preta, Sr. Cláudio e Erci Couto – para tentar a posse do terreno, e o Prefeito Antônio Gonçalves, avaliando o pedido e descobrindo a impossibilidade de subir rua naquele local, liberou área. A comunidade, entretanto, ainda não estava organizada juridicamente.


Em 1980, uma assembleia realizada na Escola Estadual Luiz Prisco de Braga formou uma nova diretoria: Geraldo Vasconcelos José (Presidente), Lúcia Vilar (Vice), Maria Gorete e José Gomes Filho (Secretários), João da Mata e Luís Cláudio do Patrocínio (Tesoureiros). Essa Diretoria redigiu o estatuto que foi aprovado pela assembleia. Por essa ocasião decidiu-se que a padroeira da comunidade seria Nª Srª de Lourdes. Aí começou a grande desafio de se construir o Centro Comunitário. Fizeram-se promoções para angariar recursos, conseguiu-se doação de material e foi muito utilizado o sistema de mutirão. Uma das realizações foi o forró anual sob o sugestivo nome de “Forró Tudo Junto”, justamente porque todas as pastorais participam com um trabalho conjunto. Havia também o Grupo de Amigos do Bairro de Lourdes, entidade que funcionou por certo tempo e, quando extinta, repassou o fundo financeiro que existia em caixa para a Comunidade de Base. Vale lembrar que já funcionava o Barracão dos Vicentinos para reuniões da Conferência e da comunidade.


A primeira parte da laje foi feita em 20 de abril de 1984. A ferragem foi obtida da Belgo Mineira por intermédio do Sr. Geraldo Maltez, e as madeiras de escoramento vieram da CAF. Daí para cá, a construção seguiu aos poucos. Mesmo sem acabamento, ali se realizavam as celebrações.


Já houve vários presidentes, depois da legalização: Geraldo Vasconcelos, Máximo da Silva, Dulce Elias, Teotino, Antônio Ferreira, Orcina Coura (Noca), José Filgueira (Zequinha) e Sidnei. O estatuto reza que cada mandato seja de três anos, mas sempre passa da época.


Depois da organização estatutária, vieram se organizando as Pastorais do Batismo, de Catequese, do Dízimo, da Criança, Clube de Mães, (com curso de costura, bordado, pintura, grupo de ginástica, três vezes por semana, através da orientação da Irene), e também as coroações durante o mês de maio com a coordenação de Matilde e Cida. Mais ou menos em 1993, foi criada na comunidade a Renovação Carismática Católica – RCC – que se estendeu por quase toda João Monlevade, tendo como  coordenadora a Sra. Aurora. Foi criado também o Grupo da Mãe Peregrina, que visita os lares, tendo cada rua sua zeladora. Maria do Carmo é coordenadora de 10 ruas. As fundadoras do RCC foram: Aurora, Amélia, Maria das Graças Lima, Noeme e Adelina, que vêm realizando as tardes de louvores. Já houve o VII semear e vários outros encontros.


Também foi criado o Ministério de Música Nova Aliança que vem evangelizando através da música. Existe um Grupo de Jovens que tem um trabalho de evangelização todos os domingos, na parte da manhã, no centro comunitário, das 8h às 12h. É importante ressaltar que todos os presidentes que assumiram junto com a diretoria passada, que foi Orcina, construíram a parte de cima do centro comunitário, através da promoção do Forró Tudo Junto, trezentos reais de ajuda do Padre Jorge e do movimento Mãe Peregrina.


Atualidade – Os Presidentes vêm sendo trocados regularmente: Irene Januária da Silva (2001-2003); Maria das Graças Lima (2003-2005); Mendelson Claiton Paulino (2005-2009). Continuamos com os trabalhos, graças a Deus, agora sob a liderança de Walter Donizete Andrade. Em 2005, certos de que não haveria outra forma para construir nossa Capela, decidimos ampliar o Centro Comunitário, transformando seu segundo pavimento em Capela. Na festa deste ano, feita em honra da Padroeira, inauguramos a Capela do Santíssimo, abençoada pelo Padre Marcos.


Continuam também as atividades religiosas: Catequese, Pastoral de crisma e batismo, grupos de oração, reflexão, Sagrada Face, da RCC, da Mãe Rainha, do Apostolado da Divina Misericórdia e da SSVP. E não se descuida do social: quando se trata de comunidade de base, devemos pensar no homem todo.Assim desenvolvem-se cursos de bordado, pintura, ginástica e alfabetização de adultos. Temos certeza e fé de que somos e seremos uma comunidade forte e consciente. Fazendo a integração da comunidade com a Paróquia, Maria Lúcia Pires e Mendelson Claiton Paulino representam-na no CPP.


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