Cultivar sempre boas relações!

15 de maio de 2019

O corre-corre de nossas vidas leva muitos a se ausentarem de um convívio importante no relacionamento como pessoas. Através do uso nem sempre adequado da mídia, muitos se fecham em si mesmos, apesar de terem o mundo diante de si. As relações pessoais na família, na Igreja, Comunidades, Pastorais e grupos até entre amigos se esfria pela falta de convívio e interação com os outros. Perde-se a oportunidade de assumir a presença com os outros como valor maior do que o fechamento em si mesmo. Este leva a pessoa a se colocar solitária diante de um mundo ao redor, que pede sua presença e ajuda.

Nosso olhar humano em relação ao próximo, se pleno da imitação do olhar ou do que fez Jesus para conosco, torna-nos pessoas que vêem e valorizam os outros, como lembra S. Pedro: “Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (Atos 10, 34.35). Como é importante valorizar os outros em casa, na Igreja, comunidade, pastoral, no grupo e na sociedade!
Quem tem coração humano-divinizado pelo Filho de Deus, não só fala que tem fé, mas a pratica de verdade, sendo solidário com os mais necessitados e excluídos de vida digna. Todos querem viver em paz, mas esta só se dá no coração de quem tem sensibilidade e pratica a solidariedade com o próximo. Ao contrário, não adiante dizer que tem fé.

Na conversão pessoal e comunitária, voltamo-nos para aquele que é verdadeira fonte da justiça e amor. Ele nos acolhe como na parábola do filho pródigo (Cf. Lucas 15,1-32). Mesmo se tivermos saído do caminho, é hora de voltar, para utilizarmos nossa vida fazendo o bem e levando os outros a se aproximarem da fonte da justiça e da salvação!

Amizade é a relação de convivência com alguém estando a seu lado, para o que der e vier, ajudando-o em toda circunstância. Mas não é qualquer tido de relação. Ela é exigente e não se dá com todos. Há seleção natural para isso. Nela as pessoas se estimam a ponto de defender a causa uma da outra, mesmo nos momentos de dificuldades. Não as faz esconderem-se quando há infortúnios. Aliás, aí é que se mostra real amizade!

Quem experimenta ser amigo de Deus não quer deixar tal amizade. Só dorme de consciência tranquila, porque só realiza o bem. Dá de si para a promoção do pobre, da pessoa deixada de lado, como o bom samaritano. Experimenta a compaixão. Não se desespera com os problemas a enfrentar. Faz a própria parte e confia no amigo Deus. Ele é formidável. Faz prodígios em quem confia na sua amizade! A todos um abraço fraterno!

Padre Geraldo Reis, Padre Marco José e Seminarista Robson Afonso

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