É missão de todos nós: a vida é missão!

2 de outubro de 2020

“Onde há povo, há missão. Onde há missão, há mil razões para ser feliz”.
Dom Luciano Mendes

Em tempos de isolamento social, o Papa Francisco nos convida a interpretar o que Deus está nos dizendo: “A impossibilidade de nos reunirmos como Igreja para celebrar a Eucaristia nos fez compartilhar a condição de muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos. Nesse contexto, é-nos dirigida novamente a pergunta de Deus: ‘Quem enviarei?’ – e aguarda, de nós, uma resposta generosa e convicta: ‘Eis-me aqui, envia-me’ (Is 6, 8). Deus continua a procurar a quem enviar ao mundo e aos povos para testemunhar seu amor, sua salvação do pecado e da morte, sua libertação do mal (cf. Mt 9,35-38; Lc 10,1-11)”. Que o bom Deus nos proteja e conduza no caminho de viver e conviver com sua Palavra no dinamismo cotidiano.

O mês de outubro é um tempo favorável para refletirmos sobre os discípulos missionários que pela força do Espírito Santo que: “é o protagonista de toda a missão eclesial” (Catecismo n.852), marcaram a vida da Igreja e se doaram totalmente por ela, alguns chegando a sofrer o martírio por amor a Cristo. É também uma boa ocasião para avaliar como tenho vivido minha vida de cristão batizado. Quais as sementes que lancei? Neste tempo somos convidados a pensarmos a respeito do batismo que nos legitima e nos faz verdadeiros arautos da Alegria do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por força do batismo, fomos ungidos e enviados para a missão, para sermos: “sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5, 13). Dom Pedro Casaldáglia nos faz lembrar: “Desejaria que cada um de nós pudesse visitar, pelo menos em espírito, a própria pia batismal, mergulhar nela a cabeça e redescobrir a missionariedade do próprio Batismo! Sou batizado? Então devo ser missionário! Se não sou missionário, então… não sou cristão”! São seis as dimensões a serem trabalhadas durante este Mês Missionário: encontro – com Jesus Cristo, testemunho e vivência – valorizar os padroeiros da missão, Santa Teresinha do Menino Jesus e São Francisco Xavier; formativa – reflexão bíblica teológica, documento de Aparecida; Plano de Ação Pastoral Diocesano e Diretório Nacional de Catequese; caridade missionária – os mais vulneráveis, compromisso com os mais pobres, visitas missionárias; cooperação – conexão com o sínodo da Amazônia; celebrativa – Enfatizar com alegria e ardor as celebrações da Palavra e das missas, incentivar novenas e terços missionários, oração do mês missionário.

O tema escolhido “a vida é missão” oferece a todos nós um norte inspirador para os momentos de fragilidade, isolamento, dor e instabilidade. A pandemia que perdura em nosso país nos interpela a um novo normal missionário, marcado pelo testemunho de vida que não se reduz a atividades, mas nos interpela ao que é essencial à vida. “Nesse novo contexto de pandemia, uma marca ou traço pastoral central e urgente a ser perseguido por nossas instituições eclesiais, e que a CNBB tem persistido nessa busca, é a simplicidade missionária”. Portanto, em espírito de oração e de caridade, é hora de “quebrar os espelhos e abrir as janelas” (Papa Francisco). Se ainda não é a hora de sair de casa é, ao menos, hora de virar a chave, abrir a porta, contemplar o céu, olhar o mundo e o que está ao seu redor, e dizer: “eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Por que se eu não abrir a porta, quem vai me trazer ou levar o que necessito? Abramos à esperança que move para a misericórdia. Ela quer ver a todos bem. Não deixemos ninguém passar necessidades. A caridade humaniza e dá alegria. Ela faz o mundo ser mais fraterno. Continuemos a construir a esperança, com o projeto: “É tempo de cuidar”.

Um abraço fraterno a todos!

Padre Geraldo Reis, Padre Marco José e Seminarista Robson Afonso

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